Pedagogia Vocal Contemporânea

Você sabia que praticamente todos os sons que produzimos com a nossa voz resultam da vibração das nossas pregas vocais (que ficam na garganta… ops, toda voz é inicialmente “voz de garganta”)? E sabia que as pregas vocais são músculos? E que elas, assim como outros músculos, são objeto de estudo da Cinesiologia, que reúne os campos da anatomia, da fisiologia, da física e da geometria, correlacionando-os com o movimento humano? Em suma, sabia que elas, exatamente por serem músculos, estão sujeitas aos princípios biomecânicos?

Pois bem, dado que volta-e-meia surgem certos “burburinhos de bastidores” entre os profissionais que trabalham com voz cantada no Brasil (dentre eles, professores de canto, vocal coachs, voice coachs, voice builders, voice producers, fonoaudiólogos, etc.), acerca de alguns termos que têm sido mais e mais usados na Pedagogia Vocal Contemporânea (sobretudo naquela embasada nos estudos de Antropofisiologia Vocal), termos como ‘tensão ativa’ e ‘tensão passiva’ dos músculos tireoaritenoideos internos (isto é, os feixes internos do tal músculo TA), vale registrar que nada mais se está fazendo do que simplesmente transmutar os estudos supracitados numa sistemática didático-pedagógico-vocal efetivamente sustentada naquilo que as ciências fisiológicas têm a nos oferecer (e isso inclui indubitavelmente termos e conceitos). E apenas à titulo de curiosidade, o termo ‘tensão’ refere-se à força produzida (tensão ativa) ou sofrida (tensão passiva) por um músculo.

Cordialmente,

Prof. Ariel Coelho.